A Volta à Papua Nova Guiné: Kimbe Bay
Quando retornamos a algum destino, foi porque ele nos marcou. Mas sempre corremos o risco da magia ser quebrada ou de nos apaixonarmos definitivamente por aquele lugar!

Peixes palhaços e sua linda anêmona fechada
Belo nudibrânquio na ilha de Restof
Estivemos em setembro de 2002 na região de Milne Bay e fomos impedidos de conhecer Kimbe Bay, por conta da fúria de um vulcão em plena atividade.
Ficamos encantados com tudo que vimos e vivemos na Papua e retornamos em setembro de 2006.
Fizemos a rota via Austrália (4h até Santiago,13 h até Auckland, 4h até Sydney, 3h até Cairns, 1h e meia até Port Moresby e mais 1h e meia até Hoskins), parando na charmosa Cairns (ponto de partida para a Grande Barreira de Corais) e usufruindo de um agradável dia com aquele povo tão gentil. Pernoitamos no maravilhoso Outrigger Hotel, localizado no burburinho da cidade.
Voamos para Port Moresby, a capital da Papua, e logo em seguida embarcamos para Hoskins. O papuano Fred já aguardava para nos conduzir para o nosso hotel: o Walindi Plantation Resort.
Um ônibus só para nós dois e um caminho que nos fazia sentir viajantes: mulheres com vestidos e bolsas muito coloridos e alças penduradas em suas cabeças; casas de madeiras e palhas como palafitas e pessoas batendo papo; porcos do mato que valem quatrocentas kinas se forem atropelados; vulcões adormecidos; e lindas palmeiras de onde se extrai o palm oil, importante combustível local, entremeadas com outras plantações que muito me lembraram o nordeste.
Após 40 minutos, chegamos ao nosso charmoso hotel cercado de uma vegetação exuberante com bangalôs típicos debruçados para a baia de Kimbe. Fomos calorosamente recepcionados pela japonesinha Keiko, nossa guia de mergulho dos próximos dois dias.

Eu, Karina, no nosso bangalô
Confraternização de mergulhadores no Resort
Os donos do hotel estão por lá instalados há mais de 40 anos e são sócios dos barcos de mergulho Star Dancer e Febrina. Ambos partiam para seus destinos a partir do hotel.
Hora de molhar a roupa de neoprene! Mas que roupa? Apesar de cuidadosamente separada numa caixa colocada na varanda do bangalô, havia sido esquecida pela operadora de mergulho... Ainda bem que tínhamos roupas de lycra!

Eu, Karina, na ilha de Restof
A super Keiko compensou nos apresentando toda a população subaquática, dos pequenos aos grandes, mas percebi logo que ela era das nossas, uma outra critter hunter. Com muita vibração ela escrevia na sua pranchetinha os nomes dos pequenininhos que moravam nos famosos pontos de mergulho South Ema e Susans.
No segundo mergulho vimos de saída aos 21 metros um lindo cavalinho pigmeu cor-de-rosa clarinho nos dando as boas vindas.
Almoçamos no barco na linda praia de Restorf com a companhia de diferentes pássaros e de águias.
O segundo dia de mergulho foi bom, mas o barco estava mais cheio e não era muito confortável. Os melhores pontos de mergulho ficam cerca de 40 minutos do hotel e o Max bem que podia ter barcos de mergulhos melhores para o seu hotel.

Exótico pepino do mar
Um imponente tubarão
Colorido nudibrânquio e tunicados
Essa primeira parte da viagem valeu, mas a segunda...Contaremos no próximo texto!

Uma curiosa maria da toca
Casal tsunami
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